domingo, 30 de abril de 2023
segunda-feira, 19 de abril de 2021
Chorão: Marginal Alado | Documentário é tudo que os fãs queriam
Talvez o grande público não saiba, mas o Brasil é um dos países que melhor sabe fazer documentário no mundo. Nosso maior mestre foi o cineasta Eduardo Coutinho ( morto em 2013) e hoje temos muita gente boa e premiada na área como Maria Augusta Ramos, Paulo Henrique Fontenelle e Petra Costa só pra citar alguns.
Se o trabalho em si já é difícil o que dizer quando se trabalha com um personagem tão interessante e complexo como o Alexandre Magno Abrão ou o Chorão da banda Charlie Brown Jr ? O resultado é o documentário "Chorão: Marginal Alado" que conta a vida do fundador da banda santista até seus últimos dias.
Dirigido por Felipe Novaes lançado em 2019 , só agora chegou as plataformas digitais . "Marginal Alado" nos leva a mente do artista através da música marcante e de depoimentos de amigos , familiares e do próprio Chorão em imagens inéditas. A narrativa é a mesma do ótimo "Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei" de 2009 dos diretores Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal , a cada minuto mais perto do fim a alegria e a diversão vão dando lugar a pressão e angústia do personagem título.
O saldo final é a lembrança de um grande artista tão gigantesco e controverso quanto a sua arte. Cada geração teve seu ídolo, de Simonal, Tim Maia, Renato Russo ,Cazuza a Chico Science. E Chorão foi , indiscutivelmente , o ídolo brasileiro da geração do fim dos anos 90 e da década de 2000. Suas letras ficarão na memória do público assim como todos esses artistas que citei. E, talvez, a maior mensagem do longa passe despercebida pelo expectador, que a depressão é uma doença que assola uma parte da população mundial e não é tratada com a devida importância que deveria ser.
terça-feira, 30 de junho de 2020
Cocktail | Filmes que envelheceram mal
Em "Cocktail" , por incrível que pareça, o problema não é o ator e sim o roteiro ( Tom aprendeu as acrobacias que a profissão exige em poucas semanas). O personagem de Cruise ri feito um idiota o tempo todo, embora seja um homem ambicioso, se comporta como um adolescente mimado durante toda a projeção , vide a cena da briga com a namorada por causa da tal "surpresa". Aliás, a única surpresa boa do filme é a personagem de Elizabeth Sue ( não por acaso, se mostra a personagem mais madura daquele universo). Bryan Brown faz o que pode com seu Doug Coughlin , o ator parece que sabia o quanto roteiro era ruim e interpreta Coughlin com todo o cinismo possível ditando as suas "leis". O diretor Roger Donaldson se redimiria , apenas, nove anos depois com o subestimado " O Inferno de Dante" de 1997 estrelado por Pierce Brosnan e Linda Hamilton.
sábado, 30 de maio de 2020
"Yesterday" | Sim, um mundo sem os Beatles seria um lugar infinitamente pior
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
O BATE PAPO MAIS CARO DA HISTÓRIA
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
Henry Sobel ( 1944 - 2019 )
O rabino Henry Sobel morreu hoje em Miami. Em 1975, Sobel se recusou a enterrar como suicida o preso político Vladimir Herzog, enfrentando a versão oficial das forças policiais que assassinaram o jornalista. Uma voz de coragem em tempos sombrios. Nesse país cada vez mais fascista, perdemos o humanista Henry Sobel. O rabino que se levantou contra a ditadura militar junto com Dom Paulo Evaristo Arns e Dom Hélder... Nomes que não devemos esquecer...
Gugu Liberato ( 1959 - 2019 )
Fique tranquilo, pq o Gugu já habita a história da nossa TV.
domingo, 27 de outubro de 2019
"Meu Nome é Dolemite" | Filme marca o reencontro de Eddie Murphy com o seu público
Sou fã do Eddie Murphy, sempre o considerei um grande ator mesmo tendo feito várias comédias durante a sua carreira. Mas, Murphy tinha se afundado em filmes ruins desde sua grande performance em Dreamgirls de 2006 que havia lhe rendido indicações em diversas premiações incluindo o Oscar. Como fã, era triste ver um grande ator como Eddie Murphy cada vez mais perdido em sua carreira apelando para projetos mal elaborados, assim como Nicolas Cage se perdeu. Mas, isso ficou no passado.
"MEU NOME É DOLEMITE ( EUA, 2019) " é a cinebiografia do humorista Rudy Ray Moore e seu alter-ego Dolemite grande astro da Blaxploitation , fenômeno do cinema americano dos anos 70 e padrinho do rap. Esse é o projeto que Murphy tentou levar as telas durante uma década e meia e, curiosamente, tem um paralelo de perseverança com a história de Rudy que alcançou a fama já na meia-idade e, vejam, estamos falando da América dos anos 70.
O personagem parece que foi feito para Eddie Murphy, seu descontentamento com a vida que leva em uma loja de disco e a confiança em seu talento que os outros insistem em menosprezar é nítido em cada olhar e gesto ao falar, reparem no brilho em seus olhos quando ele mergulha nas ruas de Los Angeles ao pesquisar a vida daqueles cidadãos que a cidade faz questão de esquecer, é dali que nasce seu alter-ego. Ou na cena em que Rudy , sentado em sua sala, finalmente cria uma de suas rimas, vemos um trabalho diferente de Murphy a cada instante.
É como se Murphy tivesse voltado a ter gosto pela atuação, a direção de Craig Brewer é precisa nesse sentido, Eddie Murphy não aparece exagerado como em "O Professor Aloprado 2 : A Família Klump ( EUA, 2002)" , Brewer dirige Eddie com o mesmo cuidado que teria ao segurar uma pedra preciosa. Aliás, não só ele, o elenco desse filme é incrível, de Mike Epps, Craig Robinson, Tituss Burgess, passando pela maravilhosa Da’Vine Joy Randolph como Lady Reed e a hilária ( e a mais debochada performance do ano) participação de Wesley Snipes como D’Urville Martin. Snipes está engraçadíssimo como o ator e diretor de Blaxploitation, a química dele e Murphy é surreal.
"MEU NOME É DOLEMITE ( EUA, 2019) " é um filme vivo e cheio de cores, o figurino é assinado pela fantástica Ruth E. Carter, a vencedora do Oscar desse ano por Pantera Negra ( EUA,2018). Tudo isso ao som de uma trilha sonora que retrata bem a época e conta com o swing do ator e cantor Craig Robinson ( A Ressaca, 2010) que merece todas as palmas. No final, Dolemite fala sobre esperança, confiança e perseverança essa é a mensagem dita a plenos pulmões ( e com muitos palavrões ) no último frame do filme ao seu público, o grande reencontro de Dolemite com seus sonhos e podemos dizer também, o reencontro de Eddie Murphy com o seu público... e como é bom reencontra-lo... e que volta triunfal, Eddie.
PS: A versão dublada conta com o trabalho de Mário Jorge Andrade , dublador oficial de Eddie Murphy desde os anos 80. Mário faz um grande trabalho nesse filme e vale a pena conferir.
terça-feira, 22 de outubro de 2019
As redes sociais e a síndrome da "vizinha fofoqueira"
Então, vamos lá:
Isso ninguém me tira.
Abraços
terça-feira, 27 de agosto de 2019
MIB: Internacional diverte , mas é o mais fraco da franquia
The Boys, outra grata surpresa de 2019
"Rocketman" é tudo que "Bohemian Rhapsody" não teve coragem de ser
quarta-feira, 24 de julho de 2019
Em Blade Runner , Rutger Hauer improvisou um dos monólogos mais belos da história do cinema
"All those moments will be lost in time, like tears in rain."
Rutger Hauer , que nos deixou hoje aos 75 anos, improvisou essa fala em#BladeRunner . Poético e impactante, o monólogo improvisado deu mais vida e profundidade ao seu personagem no filme de Ridley Scott e se tornou um dos mais belos da história do cinema.
PS: Que ironia da vida : Rutger Hauer morrer justamente em 2019, o mesmo ano em que o maior personagem de sua carreira encontrou o seu destino na ficção, numa das cenas de morte mais poéticas do cinema.





























